“O dia de hoje marca um ponto de inflexão na geopolítica internacional. A ação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro não é apenas um episódio isolado, mas um símbolo claro de que a comunidade internacional começa a se recusar a normalizar a impunidade travestida de soberania.
Vivemos um tempo em que discursos ideológicos já não conseguem esconder realidades duras: Estados capturados pelo crime organizado, economias corroídas pela corrupção e populações inteiras empurradas para o êxodo. A Venezuela tornou-se um exemplo extremo desse colapso institucional, e fingir que isso não existe seria um erro histórico.
A decisão americana, hoje, precisa ser lida como um gesto de assertividade política num mundo que clama por respostas concretas. Não se trata de intervenção gratuita, mas de uma mensagem direta: o poder não é ilimitado, e cargos não concedem imunidade moral ou jurídica diante de crimes que atravessam fronteiras e afetam a segurança global.
O mais relevante neste momento é compreender o simbolismo do agora. O dia de hoje não fala apenas de Maduro; fala de um novo ambiente internacional, em que líderes passam a ser responsabilizados por aquilo que fazem com seus povos e com a estabilidade regional. O mundo começa a deixar claro que regimes sustentados pelo medo, pela miséria e por alianças criminosas não podem mais se esconder atrás de discursos nacionalistas.

Os Estados Unidos assumem, mais uma vez, um papel que poucos estão dispostos a exercer: o de agir quando o silêncio se torna cumplicidade. É uma postura que incomoda, gera críticas e divide opiniões, mas que também redefine limites. Em tempos de relativização da democracia e banalização da ilegalidade, alguém precisa dizer que há uma linha que não pode ser cruzada.
Hoje não é apenas mais um dia no noticiário internacional. É o dia em que o mundo sinaliza que a ordem global não pode ser refém de líderes que confundem poder com impunidade. E essa mudança de postura, goste-se ou não, redefine o jogo político a partir de agora.”


